Net-ativismo indigena

No Brasil, são mais de 250 povos ameríndios falantes de aproximadamente 160 idiomas. Esses povos estão nas redes, afirmam a sua dinamicidade cultural, na medida em que promovem a visibilidade dos conteúdos simbólicos de seus modos de existência. Além disso, a incorporação das tecnologias digitais por parte desses povos advém da percepção que a construção de novas estratégias comunicativas pode ajudar na pressão pela resolução de problemas históricos, como da garantia do direito à terra, à defesa dos territórios demarcados e à transmissão dos seus conhecimentos. De modo que essas questões envolvem igualmente a mobilização indígena, e não indígena, nesses ambientes informacionais digitais. Compreendemos essa atuação e protagonismo indígena como “net-ativismo", que envolve as características cosmopolíticas desses povos que possuem especificidades comunicativas e ecológicas próprias. A transversalidade do processo de digitalização designa a variação de sentidos da atuação indígena nas redes digitais associada aos seus modos de (re)existências e à agencialidade dos não humanos, correlatos às suas redes de relações.

Responsáveis

Eliete Pereira

Atopos - USP

Thiago Cardoso Franco

Professor Adjunto da Universidade Federal de Goiás

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